Ensaio pré wedding documental na praia
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Algumas histórias não começam quando duas pessoas se apaixonam. Começam muito antes. Eles se conheceram no ensino médio, adolescentes dividindo a mesma escola sem imaginar que, anos depois, estariam dividindo o altar e a vida.


Em um dos períodos mais delicados que todos nós atravessamos, a pandemia fez o que às vezes o tempo faz em silêncio: aproximou novamente quem já havia se conhecido um dia.
Foi tão bonito fotografá-los na praia. O mar tem essa capacidade de nos lembrar que tudo está em movimento, mas algumas coisas permanecem.





No estilo de ensaio documental, enquanto fotografava, eles conversavam como quem é amigo antes de ser casal. Riam das pequenas distrações, esperavam um pelo outro, dividiam o silêncio.
Esse ensaio foi menos sobre poses e mais sobre presença.



Existe uma camada de emoção difícil de traduzir quando fotografamos alguém que vimos crescer. O Léo é meu irmão caçula. E a Soraia, agora a irmã que ganhei de presente.
Quem ele achava que eu estava fotografando:

Quem eu realmente estava fotografando:

É sempre muito especial fotografar um novo capítulo da vida de um casal, e quando esse casal é a família, a água salgada não se resumia apenas ao mar, mas também aos meus olhos marejados.









Alguns amores não chegam com pressa. Eles amadurecem. Aprendem a esperar.






A praia guardou essa história por algumas horas.
E a fotografia fez o que sempre espero que ela faça: transformou o instante em memória, sem interromper a vida que acontecia diante de mim e das minhas lentes.
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