A espontaneidade das crianças - Fotografia infantil
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Fotografar uma criança não é fazê-la posar, é permitir que ela continue sendo criança diante da câmera.
A infância acontece uma única vez, e a fotografia nos dá a possibilidade de revisitá-la por toda a vida.

Crianças não pensam tanto antes de rir.
Não calculam o jeito que vão aparecer na fotografia.
Não precisam encontrar a pose perfeita.
Elas correm quando querem correr, fazem careta quando têm vontade, possuem uma relação muito livre com o mundo.
Talvez seja justamente por isso que fotografar crianças seja tão especial.



E na minha fotografia documental, ao invés de pedir para a criança ficar parada para uma foto, simplesmente acompanho o movimento dela.
É aí que começa a fotografia que me interessa.






Uma criança correndo pelo quintal.
Uma mão cheia de tinta.
O cabelo bagunçado no pula-a-pula.
Um brinquedo abandonado no meio da sala.
São justamente essas pequenas coisas que, anos depois, ganham outro significado.




A beleza do que não foi planejado acontece enquanto ninguém está prestando atenção.
Meu trabalho passa a ser muito mais próximo de uma escuta do que de uma direção.


Quando se esquece completamente que existe uma câmera por perto.
É nesse instante que a fotografia acontece.


Registrar o presente


Deixar a criança ser criança
















Se você quer guardar a infância do seu filho para além dos aniversários e das fotografias posadas, talvez o que esteja procurando seja justamente isso:
Um registro daquilo que acontece quando ninguém está tentando fazer a infância caber dentro de uma fotografia.
Eu quero fotografar o que vocês talvez nem percebam que estão vivendo agora.
Porque um dia, quando essa fase tiver passado, serão essas pequenas coisas que vocês vão querer lembrar.


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